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Sustentabilidade Sindical

Sindicato Rural forma novos Líderes Rurais

 Sindicato Rural forma novos Líderes Rurais

Com a realização de mais uma edição do curso Líderes Rurais, entre agosto e setembro, o Sindicato Rural de Guarapuava se tornou o primeiro no Paraná a mobilizar, até aquele momento, uma segunda turma daquela capacitação. Idealizada pelo Sistema FAEP/SENAR-PR com a participação do SEBRAE-PR, a iniciativa é uma das ações do Programa de Sustentabilidade Sindical, lançado pela federação em março de 2018. Segundo a FAEP, o objetivo é desenvolver nos participantes habilidades de um perfil moderno de liderança, característica necessária para o dia a dia do produtor e para o presente e o futuro dos sindicatos rurais – Com o fim da obrigatoriedade do pagamento da Contribuição Sindical, em 2017, as entidades perderam sua principal fonte de receitas.

Responsável por coordenar os dias de atividades, a consultora Maria Angela Santana Kafrouni (SEBRAE-PR) falou à REVISTA DO PRODUTOR RURAL. Ela observou que o conteúdo debate a representatividade rural: “Este curso foi pensado principalmente tendo em vista o momento que os sindicatos atravessam no Brasil. É preciso também que o produtor perceba esse valor, que ele se dê conta de que necessita ser associado, de que sozinho não vai ser ouvido. O produtor precisa ter uma organização junto com a comunidade para defender seus direitos, reivindicar questões que afetam a sua economia. Então, com esse objetivo, precisa haver liderança”.

Conforme detalhou, o tema foi tratado em três aspectos: “No primeiro dia, trabalhamos o conceito de que o líder precisa se conhecer e liderar a si mesmo; no segundo, os estilos de liderança; e no terceiro, a liderança mais no aspecto da comunidade, para representar o produtor”.

Ainda de acordo com Maria Ângela, a segunda edição do curso, assim como a primeira, registrou interesse por parte dos inscritos de Guarapuava e região: “Estou vendo muita vontade nas pessoas. Guarapuava tinha sido convidada a fazer um grupo. Este é o segundo e mencionaram aqui a intenção de fazer o terceiro”, enalteceu.

A programação trouxe em seu último módulo, dia 6 de setembro, palestra de um representante do Sistema FAEP/SENAR-PR, desta vez com o consultor da entidade, Antônio Poloni. Ele também conversou com a REVISTA DO PRODUTOR RURAL, analisando que o curso gera lideranças para as entidades que representam o setor rural, mas que o próprio produtor deve continuar apoiando suas instituições, mesmo com o fim da obrigatoriedade da Contribuição Sindical: “Nós colocamos o curso de Liderança Rural como prioritário, porque ele é a base de uma mudança, de sustentabilidade (sindical) por decisão de termos representatividade. É isso que os países desenvolvidos fizeram. Os produtores tiveram consciência de precisarem suprir essa deficiência do desequilíbrio entre urbano e rural e manterem uma estrutura forte, sindical, verticalizada, com recursos próprios, que possam exercer sua função”. Para Poloni, se trata de uma nova forma de olhar para a questão: “É um procedimento que vai demorar um pouco, é uma mudança cultural, mas com o início do trabalho de liderança e as outras etapas da Sustentabilidade Sindical teremos sucesso como os outros países desenvolvidos tiveram, porque o nosso país é muito forte na agricultura”.

Produtor rural e suinocultor, Rafael Majowski viu que a importância da atividade foi destacar a necessidade de preparar líderes que possam representar o segmento rural e defendeu maior engajamento de agricultores e pecuaristas em suas entidades: “O curso mostrou muito essa importância da liderança na representatividade do nosso setor, que deixa muito a desejar da parte dos produtores. Temos líderes, mas a preocupação maior é a sucessão dessas lideranças”.

Para outro participante, o conteúdo deve ajudar a sucessão familiar na propriedade, onde duas gerações trabalham lado a lado dedicadas ao milho e à soja. “Meu pai está passando as rédeas para mim e meu irmão e diante disso a gente tem que se preparar para poder seguir da mesma forma que ele vinha seguindo”, relatou Jonathas Cruz. Porém, destacou, inovar está nos planos dos mais jovens: “Estamos querendo aprimorar e melhorar o que ele vai passar para nós”. Jonathas observou ainda que as questões apresentadas ajudam no relacionamento: “É um jeito de aprendermos como nos comportar diante dos funcionários, amigos, parceiros”.

Profissionais de carreiras do agronegócio também participaram. Graduado em Administração de Empresas e em Agronomia, há cerca de quatro anos à frente da área administrativa de uma propriedade com 24 colaboradores em Candói (PR), Carlos Chaves contou que se interessa pelo tema da liderança, tendo participado de outros cursos sobre o assunto. A seu ver, a iniciativa da FAEP/SENAR-PR e SEBRAE é relevante por buscar gerar novas lideranças para o sistema de representatividade rural. “Acho que a importância é trazer as lideranças das propriedades, primeiro para formar, desenvolver a capacidade de alguns que talvez não estão diretamente ligados hoje ao sindicato”, pontuou. Também para Chaves, o conteúdo pode ser aplicado igualmente por profissionais como ele, que participam da gestão das atividades ao lado do produtor: “Você consegue colocar, sim, em prática na propriedade, com a equipe. São conceitos simples, mas que têm um grande impacto no dia a dia”, concluiu.

 

 

 

 

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