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Sem muita variação, a expectativa para safra 2018/2019 é de estabilidade

Sem muita variação, a expectativa para safra 2018/2019 é de estabilidade

Sem muitas surpresas, o cenário que se define para a safra de soja 2018/2019 é de estabilidade. Em todo o Brasil, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área da soja nesta safra estava estimada em 35,4 milhões de hectares, sem grandes variações com relação ao ano passado, isto em relatório divulgado no dia 8 de novembro. Já a produção nacional era estimada entre 116,7 e 119,3 milhões de toneladas, 3% maior do que na safra anterior.

No Paraná a área de soja corresponde a 5,5 milhões de hectares e a perspectiva de produção é de 19 milhões de toneladas de soja em 2018/2019. A produtividade média é estimada em 3.443 quilos por hectares.

No cenário regional, o Núcleo da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SEAB) de Guarapuava estima que a área de soja plantada são de 278.450 hectares com variação positiva de apenas 1% em relação a safra 2017/2018. Já a produção do grão ficou estimada em 1.058.110 toneladas, o que corresponde a menos 1% do que a safra anterior.

A REVISTA DO PRODUTOR RURAL conversou com o produtor rural Bruno Reinhofer no dia 7 de novembro. Ele comentou que a soja representa aproximadamente 3/4 da área do Grupo Reinhofer, o qual ele faz parte da gestão e que se comparada ao ano passado, a área destinada à oleaginosa é praticamente a mesma. Mesmo com as chuvas em excesso, nos meses de outubro e início de novembro, Reinhofer comentou que não houve atraso no plantio. O produtor detalhou ainda sua expectativa para a safra de soja 2018/2019: “a expectativa é boa em relação à produtividade, mas não em termos de rentabilidade, pois compramos num dólar alto (plantio) e tudo indica que devemos vender em um dólar baixo”.

Já o produtor rural Vinícius Camargo, da Fazenda Casa Branca (Foz do Jordão) plantou 100 hectares a menos de soja do que na safra passada, devido a rotação com o milho que foi realizada neste ano. A área para a soja ficou em 600 hectares.

Para ele, o desenvolvimento da safra será melhor neste ano. “Eu acredito que em questão de clima vai ser melhor. Ano passado teve muita chuva e tempo nublado em janeiro, o que atrapalhou no momento de enchimento de grão. Está marcando como se fosse um ano de El Niño, então a tendência é que não faltem chuvas. Pelo menos seca não vai ter”.

Já em rentabilidade, o produtor rural também não é positivo. “Resumidamente, acho que a safra de soja será menos rentável que no ano passado devido ao custo de produção. No meu caso, o custo está 30% maior que no ano passado. Isso pesa bastante no orçamento. Apesar da soja ter tido um leve aumento, não acompanhou o aumento de insumos. Espero que minha produtividade seja maior para que compense um pouco essa alta dos insumos”.

O gerente da Unidade Coamo – Guarapuava, Marino Mugnol demonstrou ter uma visão positiva em relação à safra de soja 2018/2019. “A expectativa é grande. A tecnologia que está sendo aplicada pelos produtores cooperados é muito boa. O clima está correndo bem, precisamos de água, sol e temos tido isso. Então, a expectativa é que tenhamos uma safra melhor, mesmo com área semelhante ao ano passado, com uma produtividade maior”.

A unidade da cooperativa em Guarapuava possui 360 cooperados e a área de soja corresponde a 50 mil hectares. O engenheiro agrônomo da Coamo, Wilson Juliani, revela que a produtividade esperada pela cooperativa é de acima de 4000 kg/ha. “O investimento que fizemos é para esse número”.

Quanto aos custos de produção que os produtores em geral estão reclamando, Mugnol conta que os cooperados tiveram uma vantagem em relação a isso. “O fornecimento dos insumos para os cooperados foi feito lá atrás, no mês de maio, portanto eles não sofreram o impacto do custo que se elevou recentemente”.

Outra vantagem dos cooperados da Coamo foram os contratos fechados em um momento que o preço da soja estava melhor do que nos meses de novembro e dezembro. “Houve contratos na faixa de R$ 78,00 a R$ 80,00 a saca e nos últimos meses esse preço baixou. O mercado estava extremamente favorável e a maioria dos produtores soube aproveitar este momento”, explica Mugnol.

Para o momento mais recente da soja, o gerente da Coamo faz a seguinte avaliação: “os cooperados que ainda tem bastante soja pra vender vão ter uma rentabilidade menor, porque o preço hoje já está mais baixo. Mas o mercado é incerto e pode ir mudando. O importante agora é ter uma boa produtividade. Nos últimos anos, a soja teve oscilações, mas os preços foram viáveis e rentáveis, então esperamos que continue assim”, comentou.

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