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Sanidade agropecuária

PR está livre da vacinação contra febre aftosa

PR está livre da vacinação contra febre aftosa

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, assinou, no dia 15 de outubro, no Palácio Iguaçu, em Curitiba, a Instrução Normativa (IN) que proíbe a manutenção, comercialização e o uso de vacinas contra a doença em terras paranaenses a partir de 31 de outubro. Com o fim da imunização, o Paraná dá mais um passo definitivo em direção ao reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação.

O presidente da FAEP, Ágide Meneguette, destacou que a consolidação do sistema sanitário do Paraná é resultado de décadas de um trabalho integrado, entre os setores público e privado. O líder agropecuarista apontou que o reconhecimento internacional do Estado como área livre de febre aftosa sem vacinação vai trazer boas perspectivas não só para o agronegócio, mas para a economia do Paraná.

 “Hoje se dá um grande salto para podermos fazer jus à qualidade do produto paranaense e para que realmente não tenhamos nenhuma barreira sanitária no mundo. E a vinda da ministra é muito importante. Todos os envolvidos estão de parabéns.”

Antônio Poloni – Assessor da FAEP

 “Até o reconhecimento internacional temos alguns passos importantes para serem feitos. Primeiro é o dia de hoje, quando a ministra assina uma Instrução Normativa suspendendo a vacinação no Paraná. Depois, a proibição de animais vacinados no Estado (que está nessa mesma IN), a partir de 1º de janeiro de 2020. O próximo passo será após maio de 2020, quando completamos 1 ano sem vacinação no Estado, uma pesquisa de sorologia, ou seja, uma amostragem dos animais no Estado para comprovar que não há circulação viral de aftosa no Estado. Depois o Ministério da Agricultura declara o Paraná livre sem aftosa nacionalmente, ou seja, o Brasil reconhece o Paraná como livre de aftosa sem vacinação e encaminha esse processo à Organização Mundial de Saúde Animal, a OIE, que analisa e, na Assembleia de maio de 2021, declarará o Paraná livre sem vacinação.”

Ronei Volpi, Diretor executivo do Fundepec, presidente da Comissão Técnica de Bovinocultura de Leite da FAEP.

“A economia do Paraná tende a ganhar muito. É claro que precisa de competência na produção agropecuária, competência industrial e boas estratégias para a gente se apropriar dessa chance de avanço que nós temos.  É preciso ampliar o esforço de vigilância, mas nós adotamos todas as medidas necessárias para proteger esse grande patrimônio dos paranaenses, que é a sua capacidade de produzir carnes”.

Norberto Ortigara, secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento

Recomendações para o produtor rural:

Não descuidar da vigilância;

Ter muito cuidado com o trânsito animal, ao trazer animais de fora para dentro de sua propriedade;

A partir de agora, como não há a vacinação, a cada 6 meses, atualizar o seu cadastro junto à Adapar (e não somente o cadastro da população de bovinos, mas da população de animais).

Produtores rurais de Guarapuava e região prestigiaram a assinatura da Instrução Normativa que proíbe a vacinação no Estado.

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