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Novas oportunidades para os feijões de Guarapuava

Novas oportunidades para os feijões de Guarapuava

Marcelo Luderns, Presidente do IBRAFE – Instituto Brasileiro do Feijão.

A região de Guarapuava reúne predicados interessantes para ser protagonista na produção de pulses. No caso, produzir feijões preto, rajado e vermelho. Os pesquisadores trabalham para adaptar a lentilha também às condições da região.

A região tem o privilégio de ter produtores e agrônomos alinhados com o que há de melhor em termos de tecnologia e manejo. Estrategicamente também estão próximos ao porto. Olhando para o mercado interno, importamos todo ano entre 80.000 e 100.000 toneladas de feijões da Argentina. Isto pode ser produzido no Brasil. Basta que nos organizemos para que as informações possam fluir melhor, papel que o IBRAFE assumiu ao longo dos últimos 10 anos.

Hoje o produtor associado ao IBRAFE recebe informações sobre a tendência de todos os feijões com mais de três meses de antecedência. Lançando um olhar para os últimos acontecimentos, se já era favorável a produção de pulses, agora é mais do que nunca. Quando as pessoas sentiram a necessidade de ir ao supermercado em tempos de pandemia para comprar alimentos para o período de quarentena, a tarefa que parecia tão fácil foi se tornando um desafio. O que comprar? Entre as dicas de especialistas invariavelmente estavam os feijões ou os pulses em geral. 

Realmente, hoje em dia, não é improvável que você possa, em garrafa pet ou em potes de vidro com tampa, manter feijões com boa capacidade nutricional por mais de dois anos. Mas os feijões ganharão um novo status pós-pandemia do Covid-19.

A vida, segundo diversos pesquisadores, nunca mais será a mesma. Das relações no trabalho até o happy hour, muita coisa mudará. Entre elas o alimento será objeto de ainda maior cuidado. Não será argumento para venda somente preço e quantidade, dois argumentos que guiaram até hoje o avanço no mercado mundial de determinadas comoditties. Principalmente, vão quer saber quem produziu, como produziu, se é seguro, pois a vida se mostrou extremamente frágil. Preparar uma refeição em casa, que já ganhou status nos últimos anos, terá ainda mais importância para todos os envolvidos. A comida preparada sabe-se lá onde, terá crescentes dificuldades. Segundo um artigo publicado recentemente no New York Times, nem em época de grandes furacões o americano estocou tanto feijão. Viva o feijão!

 

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