Sistema FAEP/SENAR
A CASA DO PRODUTOR RURAL NA CIDADE

Revista

Mercado sob influência de diversas tendências

Mercado sob influência de diversas tendências

Os produtores de trigo deverão encontrar neste ano, novamente, um mercado influenciado ao mesmo tempo por diversas tendências. Em Guarapuava, o Núcleo Regional da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (SEAB), em levantamento de safra do dia 20 de maio, indicava que, nos 12 municípios abrangidos, a estimativa é de um aumento de 33% na produção: de 110,9 mil t para 147 mil t. Em todo o Paraná, em números divulgados dia 23 de maio, a SEAB também estima uma safra maior: de 2,8 milhões para 3,2 milhões de t, num crescimento de 15%.

Com dados que incluem o Brasil, o levantamento da CONAB, de maio deste ano, indica que, no Paraná, a safra de trigo teria redução de 1,6%, passando de 2,8 milhões para 2,7 milhões de t. Já em nível nacional, a estimativa é também de uma produção praticamente estável, passando de 5,42 milhões de t no inverno passado para 5,46 milhões de t em 2019.

Neste cenário, o economista Luiz Eliezer da Gama Ferreira, da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), em entrevista à REVISTA DO PRODUTOR RURAL, dia 4 de junho, destacou que os preços do trigo, naquele momento, seguiam influenciados tanto por fatores favoráveis quanto desfavoráveis. “Houve recuo na cotação, no Paraná, em maio deste ano – queda de 2,08% –, com o cereal encerrando o período em R$ 865,33 (por tonelada)”, disse, mencionando o indicador Cepea/Esalq. Ferreira lembrou que o patamar é 7,18% menor do que nesta época de 2018, mas ponderou: “Ainda é o segundo melhor preço dos últimos quatro anos”. Entre maio de 2015 e maio de 2019, segundo observou, o mesmo indicador mostra que a pior cotação foi em 2017: R$ 611,70 por tonelada. No entanto, o economista ressalta que o valor atual fica abaixo do investimento para produzir: “O custo total (por tonelada), quando são incluídas a remuneração dos fatores produção, como a terra, e a remuneração do capital próprio, sobe para R$ 1.266,17”.

Para os próximos meses, ele analisa que o cenário é de atenção e cautela: “Várias são as variáveis agindo de forma simultânea no mercado. Por um lado, a redução de área e as adversidades climáticas podem impulsionar as cotações no mercado interno. Por outro, o recuo do dólar e o aumento das importações devem pressionar as cotações. É difícil avaliar que fatores mais influenciariam a formação dos preços”.

Já no campo, se houve quem decidiu não plantar trigo nesta safra, houve também quem resolveu continuar, como o agropecuarista Márcio Araújo, de Foz do Jordão (PR). Mesmo com a lembrança ainda viva da chuva que em 2018 reduziu seus 150 hectares a uma produtividade de 40 sacos por hectare, ele afirmou que segue na cultura. Mas com menor área: “Diminuí um pouco. Este ano vou plantar 97 hectares”. Para esta safra, sua expectativa é de patamares mais elevados: “Ah, tenho que conseguir produtividade bem melhor”, declarou, esperando em torno de 75 sacos por hectare. Um ponto positivo, pelo menos, já se apresentava: em sua avaliação, o custo por hectare havia se elevado apenas ligeiramente: “No trigo, aumentou pouca coisa. Dando produtividade, cobre todas as despesas”, concluiu.  

 

Veja também

Revista do Produtor Rural ed 113

Revista do Produtor Rural ed 113

Revista do Produtor Rural ed 112

Revista do Produtor Rural ed 112

Revista do Produtor Rural ed 111

Revista do Produtor Rural ed 111

Revista do Produtor Rural ed 110

Revista do Produtor Rural ed 110

Revista Visual ed. 109

Revista Visual ed. 109

Revista do Produtor Rural ed 108

Revista do Produtor Rural ed 108

← Voltar para Revista