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Mais de 500 representantes da cadeia produtiva da soja reuniram-se na RPS em Londrina

 Mais de 500 representantes da cadeia produtiva da soja reuniram-se na RPS em Londrina

O custo de produção de soja, a análise de investimento financeiro e de tempo de retorno econômico foi tema de um dos painéis debatidos durante a 37ª edição da Reunião de Pesquisa de Soja (RPS), realizada nos dias 26 e 27 de junho de 2019, em Londrina (PR), pela Embrapa Soja. Neste painel, o produtor Henrique Menarim, de Ventania (PR), apresentou os desafios que interferem no planejamento produtivo e nos resultados econômicos. 

Menarim destacou que, a cada ano, a rentabilidade dos produtores, de forma geral, vêm sendo reduzida, por isso, considera essencial buscar alternativas de manejo tradicionais e de novas tecnologias, além de resultados de pesquisa que consigam reduzir os custos para garantir a sustentabilidade do negócio. “A ferrugem é um exemplo de problema que onera muito nos nossos custos de produção, desta forma, precisamos estar inteirados das discussões técnicas para auxiliar nas nossas tomadas de decisão e minimizar as perdas”, relatou.

Neste sentido, a Rede de Avaliação de Fungicidas para Controle de Doenças na Cultura da Soja apresentou durante a Reunião os resultados dos ensaios cooperativos realizados na safra 2018/19 em diferentes regiões produtoras, que avaliam a eficiência dos fungicidas, o que ajuda na tomada da melhor decisão no campo, conforme detalhado aqui. 

O presidente da Reunião de Soja, Osmar Conte, ressaltou a importância do evento - que reuniu 550 participantes - como o maior fórum de pesquisa do complexo agropecuário da soja. “Procuramos trazer temas atuais como, por exemplo, o cenário sobre o uso de agrotóxicos na cultura de soja apresentamos ainda um panorama sobre a safra de soja 2018/19, discutimos os desafios fitossanitários, além de promovermos uma análise do mercado de soja apresentando as oportunidades para as diferentes plataformas tecnológicas, inclusive, para a produção de soja convencional que hoje ocupa aproximadamente 5% da área com soja, segundo o Instituto Soja Livre”, enfatizou.
 
A programação técnica contou com cinco palestras em plenária, sete painéis técnicos englobando 19 apresentações e 24 apresentações em comissões técnicas que trataram de atualidades e problemáticas nos sistemas de produção em que a soja está inserida. “A abordagem nas comissões possibilita discussões mais específicas nas diversas áreas oportunizando também maior interação entre os participantes”, comemora Conte.
 
O presidente do evento disse que o foco do evento esteve centrado em apontar  oportunidades e apresentar soluções aos desafios que a soja enfrenta. “Por isso, a programação é abrangente em termos de temática, resultados de pesquisa e relatos de experiências práticas de produtores que enfrentam problemas reais no campo”, explica.
 
Um dos painéis, por exemplo, destacou os erros e os acertos no uso das ferramentas genéticas no manejo fitossanitário – doenças e nematoides, pragas e plantas daninhas. O pesquisador Fernando Adegas, da Embrapa Soja, avaliou as ferramentas de biotecnologia, principalmente as sojas resistentes a herbicidas usadas no Brasil. “A análise é relevante para contribuir para que os erros cometidos não sejam repetidos e valorizar os acertos para garantir a sustentabilidade das futuras tecnologias que vão ser lançadas no mercado”, diz.

O pesquisador Maurício Meyer moderou o painel sobre as atualidades no manejo e no controle de doenças do solo, com foco em nematoides, mofo-branco e a prática de manejo de solo do solo. “As informações apresentadas trouxeram um amplo panorama sobre medidas que podem auxiliar no manejo das doenças radiculares da soja, que é um dos desafios para produtores e técnicos”, enfatizou Meyer. 

O professor Paulo César Sentelhas, da Universidade de Agronomia Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo destacou a influência do clima na produtividade da soja “Introduzimos conceitos de eficiência climática e como eles impactam na produtividade da soja nas diferentes regiões brasileiras, assim como é relevante adotar manejos adequados do solo e da cultura para garantir maior sustentabilidade nas lavouras”.

O evento contou ainda com palestra do consultor econômico da ARC, Matheus Pereira, que fez uma análise do mercado de soja, considerando primeiramente de que forma a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China traz benefícios e prejuízos para o Brasil. Outro ponto levantado pelo consultor foi sobre a demanda reduzida da China por soja e a retração nas exportações do grão. “Nossa ideia é apresentar estes pontos e tentar elucidar as desinformações que acabam atrapalhando nas tomadas de decisão”, disse.

A Reunião de Pesquisa de Soja também aprovou 65 trabalhos técnicos que estão disponíveis no site do evento www.rps2019.com.br. Houve ainda o lançamento da Tecnologia Block, cujos detalhes podem ser consultados aqui. Outra novidade foi o lançamento do livro O produtor pergunta e a Embrapa responde, da Coleção 500 perguntas, 500 respostas. Consulte mais informações aqui.

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