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Guarapuava recebeu Encontro Regional Liderança Rural, organizado pelo Sistema Faep/Senar

Guarapuava recebeu Encontro Regional Liderança Rural, organizado pelo Sistema Faep/Senar

O Sistema Faep/Senar-PR realizou no mês de junho, em diversas regiões do Paraná, uma série de encontros com o tema “Liderança Rural – Cultivando Conexões”. Em Guarapuava, o evento foi realizado no dia 28 de junho, reunindo mais de 200 pessoas de municípios da região, como Candói, Cantagalo, Goioxim, Prudentópolis, Laranjeiras do Sul, Turvo, entre outros.

O objetivo foi o fortalecimento da representatividade rural e o incentivo às novas lideranças da classe no estado. A ação faz parte do Programa de Sustentabilidade Sindical, lançado em 2018, pelo sistema e visa fazer com que os sindicatos rurais busquem formas de continuarem seu trabalho de representatividade, após a queda da contribuição sindical obrigatória. A iniciativa conta com o apoio do Sebrae-PR.

O presidente do Sindicato Rural de Guarapuava, Rodolpho Botelho recepcionou os participantes em Guarapuava, buscando destacar a importância da ação. “É cada vez mais importante a união dos produtores, a discussão de suas metas e, principalmente, dos seus anseios junto aos seus representantes. Esse processo de avaliação, de descobrimento de novas lideranças, que pode acontecer em qualquer idade, é um processo contínuo e que deve acontecer sempre. Com isso, visando defender o setor da agropecuária, com conhecimento, dedicação e principalmente, com amor pelo setor produtivo”.

O presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR, Ágide Meneguette, destacou algumas conquistas obtidas no setor do agronegócio, que só foram possíveis através da união de toda a classe produtiva rural. Algumas delas foram o reconhecimento do Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação, a regulamentação da legislação trabalhista para o meio rural e o Novo Código Florestal. “Existem várias instituições em defesa dos interesses da agropecuária, mas apenas uma tem a legitimidade, que é o sistema sindical. A base, para ser forte e ativa, precisa de líderes preparados e atuantes, que façam do sistema a ponta de uma lança. Juntos somos capazes de ter a voz ouvida e respeitada e as demandas atendidas. Mas isso não cai do céu. Liderança é algo que se conquista e esse é o treinamento que estamos fazendo. A porta do sistema sindical está aberta para quem quiser participar”, afirmou.

Em todo o Paraná, foram realizados 10 eventos, que percorreram além de Guarapuava, as cidades de Pato Branco, Campo Mourão, Cianorte, Maringá, Cascavel, Londrina, Santo Antônio da Platina, Castro e São José dos Pinhais. Ao todo, foram mobilizados mais de 2,5 mil produtores rurais, famílias, lideranças locais e autoridades do agronegócio.

 

Programação

A programação do evento contou com palestra do professor, palestrante internacional e mentor de CEOs Luciano Salamacha, que falou sobre como desenvolver a liderança. “Levei as pessoas a refletirem que é plausível elas fazerem algo por sua classe, desmitificando algumas coisas. Mostrando que líder rural não é aquele que fala bonito, que tem cargos, obrigatoriamente tem um grupo de seguidores. Mas que ele pode desenvolver sua liderança com autenticidade, verdade, defeitos e qualidades. Minha conclusão é que no final do evento, as pessoas se sensibilizaram muito para isso. Perceberam que é mais simples que parece. É possível, é real e elas podem ter um ganho efetivo, tanto do ponto de vista individual e propósito, projetando o que eles estão construindo e vão deixar de legado para a sociedade”.

Salamacha também explicou, por meio de fatos e histórias, como foi a necessidade do surgimento do sistema sindical e porque ele é importante. “Buscamos ajustar nesses eventos, a comunicação para que fosse adequada ao ambiente rural, com histórias que geraram identidade e que ensinavam como evoluir o ambiente sindical e onde culminou a criação dele. Todo esse aspecto protecionista e de união está baseado na antropologia, na neurociência e na realidade de todo mundo. Levamos essas pessoas a refletirem sobre o óbvio. Porque, muitas vezes, o óbvio precisa ser lembrado. À medida que começamos a mostrar para as pessoas a evolução da história e o que culmina em um sindicato e principalmente, tirando os preconceitos de lado sobre essas entidades, as pessoas começam a abrir a mente e entender melhor como funciona a representatividade”.

Além da fala de Salamacha, a programação propôs atividades com os participantes, divididas em três ambientes: Conquistas, Aprendizagem e Representatividade.

No espaço Conquistas foram apresentados diversos exemplos de direitos e ações que o sistema sindical conseguiu obter, que influencia diretamente e facilita o dia a dia do produtor rural e sua atividade. Ali, os próprios produtores depois de ouvirem a apresentação, interagiam, falando como tais fatos impactaram seu sistema produtivo.

Já no ambiente Aprendizagem, por meio de dinâmicas e atividades de interações, o objetivo era mostrar ao produtor, como é importante se manter sempre atualizado e ir em busca de conhecimento na atividade rural.

No ambiente Representatividade, os participantes se dividiram em grupos e jogaram uma espécie de jogo de tabuleiro, que mostrava de forma detalhada como funciona o sistema sindical.

 

Opiniões

Gildo Gorski, produtor rural em Guarapuava

 “Esse evento nos fez refletir muito sobre como não temos conhecimento de tudo aquilo que nós, produtores rurais, podemos e devemos cobrar dos órgãos competentes, para atingir nossos objetivos e desenvolver nossas atividades. Tudo o que precisamos para o meio rural passa pela política. Por isso, precisamos ter consciência que a representação se faz através daqueles que escolhemos e precisamos nos unir para cobrar o que precisamos”.

Silvana Maria Colonetti, produtora rural em Candói

“Esse evento foi extremamente dinâmico, muito diferente e não ficou cansativo. Acho que as mudanças de cenário e a participação do público foram fundamentais. Foi reforçado que se não houver união, sozinho um produtor não consegue nada. É dentro do nosso sindicato que conseguimos ter voz para a política pública e tudo que nós precisamos no agro”.

Leomar Marcos Parizoto, produtor rural e diretor do Sindicato Rural de Laranjeiras do Sul

“Eu penso que é de fundamental importância eventos como esse para atrairmos mais pessoas para o movimento de representatividade e assim termos mais força para trabalhar. Houve um tempo que tinha uma cultura de se virar sozinho. Mas hoje, vemos que com os custos e margens apertadas, se você ficar nisso, não se chega a lugar nenhum. Temos que unir forças. Aqui foram apresentadas diversas conquistas do sistema sindical. Eu acompanhei algumas, como a formação das CADECS e a luta para declarar o Paraná como Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação. Vi que a luta é grande. Se não tiver o apoio dos produtores e uma união muito forte, não se chega a lugar nenhum. Não dá para brigar sozinho”.

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