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Soja e batata

Evento abordou fisiologia e bioestimulantes

Evento abordou fisiologia e bioestimulantes

Produtores rurais tiveram a oportunidade de conferir, no último dia 24 de maio, no Sindicato Rural de Guarapuava, palestra sobre detalhes técnicos relevantes para a produtividade de soja e batata. Realizado pela ADAMA e Guará Campo, o encontro trouxe o agrônomo e doutor em fitopatologia Marcos Massamitsu Iamamoto, da MCI Assessoria em Fitopatologia, para falar sobre o tema “Fisiologia da produção de soja e uso de reguladores para a construção de plantas”. Ao lado de profissionais das duas empresas, o gerente comercial da Guará Campo, Anderson Rodrigues, saudou participantes e parceiros e abriu a programação.

Durante a palestra, Iamamoto explicou como o estresse hídrico atua sobre o metabolismo de plantas em geral e de culturas comerciais. Ele destacou que, nas situações de seca, aminoácidos produzidos naturalmente por espécies vegetais, como a prolina, têm um papel importante para ajudar a tolerar a falta de água. Ele acrescentou que cada espécie produz aquela substância em quantidades diferentes e que, por isso, algumas têm maior ou menor tolerância à seca. E exemplificou: “Três plantas que têm alto teor: girassol, amendoim e algodão. Elas têm três vezes mais prolina que soja e milho”. Ainda segundo observou, existem dois caminhos na busca por maior tolerância ao estresse hídrico: a modificação genética ou a aplicação de produtos como os bioestimulantes.

Na sequência, numa mini-palestra, a ADAMA divulgou sua tecnologia de bioestimulante, o Expert Grow, resumindo sua atuação e forma de utilização. De acordo com a empresa, o produto atua no metabolismo secundário da planta e na expressão de proteínas de resistência e crescimento, com efeito positivo na resistência aos chamados estresses abióticos, na fotossíntese, no processo de florescimento, no metabolismo energético das plantas e em sua respiração.

Em entrevista, Davi Alexandre Vieira, um dos agrônomos da ADAMA, comentou que o objetivo do evento foi apresentar alternativas para elevar produtividade das lavouras. Ele detalhou que, na soja, o bioestimulante é aplicado na mesma calda do fungicida, na fase reprodutiva. “É um produto que tem precursores hormonais. Ele promove um equilíbrio muito melhor nos principais hormônios de crescimento, que são auxina e citocinina, evitando assim o abortamento de flores e futuro abortamento de vagens”, disse. Na batata, assinalou que as aplicações são feitas a partir do início da floração. “Resultados mostram uma maior uniformidade dos tubérculos”, completou, apontando que também a produtividade é beneficiada. Para mais informações técnicas, Vieira recomenda o contato com representantes da ADAMA em Guarapuava.

Após o evento, a troca de idéias iniciada depois das palestras prosseguiu no local numa confraternização entre os participantes.

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